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O SÁRI VERMELHO

De volta para a Índia com Javier Moro o mesmo autor de Paixão Índia. O fascínio e a curiosidade sobre a Índia não tem fim. Dessa vez, para conhecer a história de alguém de quem tenho conhecimento há muito tempo: Sonia Gandhi, a italiana que largou a família e o país e casou com o filho de Indira Gandhi. O livro é sobre a história dela mas quem rouba a cena é Indira e os bastidores da política, esse mundo distante que a maioria das pessoas detesta mas que visto de perto é impressionante.

Como leio jornais e revistas desde os onze anos de idade e sempre tive curiosidade pelo que acontecia pelo mundo, acompanhei a carreira de Indira e notícias e reportagens sobre a Índia e  lembro até das imagens da morte dela. Assim como, lembro perfeitamente de como lamentei a morte do filho e marido de Sonia, Rajiv. Não por causa das qualidades como homem público e ex primeiro ministro mas porque além da violência absurda e covarde, era um homem bonito e interessante e como boa libriana heterossexual e fiel ao meu signo, sempre lamento a perda de homens bonitos e interessantes. Como todos sabem, a vida é bela mas injusta e tem mais mulheres do que homens no mundo. Tá bom vai, menos na China mas poxa, na China?

Adorei conhecer a intimidade de Indira Gandhi e em certa medida, conhecendo como funcionava a política na Índia sob o comando dela, entendemos como funciona a política no seu âmago e entendemos até Lula e Obama!

O livro percorre um período importante da história da Índia e a história da Índia é parte fundamental da história da humanidade.

Sobre Sonia, não acredito que é a santa altruísta que o livro descreve. Alguma ambição ela tinha e tem, nem que seja ser santa. E está quase conseguindo. É mesmo incrível que a Índia não tenha se desintegrado e não viva numa guerra civil permanente. Visto sob a perspectiva do livro, o trabalho político dela que, aliás, começou assim que chegou ao  país do marido, foi admirável e teve como mestra uma expert com aulas diárias. Não admira que tenha se saído tão bem.

A parte chata do livro são as insistentes referências ao amor incondicional e incomensurável do casal, a ele ser o homem perfeito, ela ser a dona de casa perfeita, o casamento perfeito, os filhos perfeitos, a sogra perfeita –para ela, Sonia – e o fato de que o casal não queria entrar na política. Achei exagerado e forçado. Mas enfim, é uma biografia romanceada.

Também não acredito que Indira, o filho, ela e todos os outros políticos AMAVAM e AMEM  o contato direto com o povo como ela faz crer no livro. Acho que para obter votos, eles se SUBMETEM mas no fundo detestam.

 

Livro imperdível.

 

Ah! Não vi nenhum capítulo de Caminhos da Índia. Detesto novela.

 

Sinopse

Em 1965, Sonia Maino, uma estudante italiana de dezenove anos, conhece em Cambridge um jovem indiano chamado Rajiv Gandhi. Ela é filha de uma família humilde dos arredores de Turim; ele pertence à estirpe mais poderosa da Índia. É o princípio de uma história de amor que nem sequer a morte será capaz de quebrar. Aos 20 anos, Sonia abandona o seu mundo e o seu passado para se fundir com o novo país, a Índia prodigiosa que adora vinte milhões de divindades, que fala oitocentos dialetos e que vota em quinhentos partidos políticos.

Através do seu olhar, o leitor atravessará a história da Índia independente, no seio da família Nehru-Gandhi. Mulher de um homem que não ambicionava o poder mas que se viu obrigado a assumi-lo, nora de Indira, a primeira mulher que governou a Índia, Sonia assistiu às manobras de bastidores, às traições políticas e às grandes tragédias.

Desde sempre hostil à vida política, que lhe roubaria a tranqüilidade e a família, Sonia Gandhi tornou-se uma das grandes figuras da política indiana. Chamada pela história, depois de perder a sogra e o marido em episódios violentos, a italiana que abandonou a Europa sem nenhuma pretensão política, tomou a vanguarda da vida política do país que abraçou por amor. Herdeira de um destino que não escolheu e dificilmente imaginou, esta é a vida da mulher que encarnou as esperanças de mil e duzentos milhões de pessoas no país do Mahatma Gandhi.

 



Escrito por Lio às 10h38
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PARIS

Paris, a cidade, é considerada a mais linda e, segundo a Organização Mundial de Turismo, a mais visitada do mundo. Cerca de 27 milhões de pessoas  a visitam por ano e se encantam com a história, os monumentos, a gastronomia, a moda, as compras, o charme, a língua e tudo o mais. É a cidade luz, objeto de desejo de todos. O filme Paris é tão encantador quanto. É uma declaração de amor a cidade e aos moradores. Eu adorei e recomendo. Na impossibilidade de ir até Paris, vale a pena ir ao cinema e ter uma pequena amostra do cotidiano da cidade e seus personagens fictícios mas perfeitamente identificáveis com pessoas normais de qualquer cidade com seus dramas, alegrias, conquistam e amores. Uma delícia de filme.

Sinopse: Pierre (Romain Duris) é um professor de dança, com problemas cardíacos. Enquanto aguarda por um transplante, ele observa o dia-a-dia da capital francesa da varanda de seu apartamento. E nem mesmo a chegada de sua irmã Élise (Juliette Binoche) e seus três sobrinhos parece abalar sua rotina.



Escrito por Lio às 10h36
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