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AMANTES

Eu gostei do filme “Amantes”. Não é maravilhoso. Mas é um bom filme. Gosto de Joaquim Phoenix. Acho um ótimo ator. E sexy. Porque faz papéis de homens perturbados, inquietos, problemáticos... talvez ele mesmo. E quem não gosta de um (ou uma) problemático? Todo mundo. A gente gosta porque quer consertar. Temos isso de consertar. Não apenas mudar a pessoa ou o mundo. Mas, consertar. Pegamos um interesse por um cara que se veste mal apenas para fazê-lo se vestir bem. Se ele aceita, perde-se o interesse. Se ele bate o pé e não muda, não aceita “ser consertado” bom, aí é paixão total porque somos muito besta mesmo. No filme, o personagem de Joaquim Phoenix é perturbado, inquieto, problemático, triste, desiludido, suicida, bipolar, depressivo enfim, um fofo...(hahahaha) e entre a mulher certinha aprovada pelos pais e a mulher linda mas maluca, vampira energética e vampira sanguessuga ele se apaixona perdidamente por quem? Por quem? .... É claro que pela maluca que ele quer mudar e consertar. E salvar, evidentemente, porque a paixão também tem a pretensão de salvar dos perigos do mundo: da droga, do homem casado, da falta de dinheiro, dos problemas familiares, etc É um clichê e no cinema é interessante. Vejo esse clichê repetir-se constantemente na vida real com pessoas que conheço. Homens principalmente. Essa coisa de salvar é bem masculina, eu acho. Nós, mulheres, queremos “apenas” mudar e se der, consertar. Colocar do nosso jeitinho. Não queremos salvar. Queremos ser salvas. Pelo príncipe encantado. Mas no Brasil estamos mal de príncipe. O homem que faz sucesso é José Mayer. Eu acho ele feio e cafona. Só a carência coletiva explica. Prefiro a beleza transtornada de Joaquim Phoenix e que é uma beleza duvidosa: afinal, é um feio que embeleza os personagens ou é um bonito que deixa os personagens feios interessantes? Ninguém sabe, é um mistério... De concreto, é que ele apareceu horroroso no programa de Dave Letterman no início do ano, com uma barba enorme e desgrenhada, de óculos escuros, parecendo sujo e maltrapilho para divulgar esse mesmo filme e se recusou a responder perguntas que não fossem referentes ao filme, disse que era o último filme da carreira e que ia virar cantor de hip hop. Dei muita risada. Adorei. Já gostava dele por causa de Johnny and June em que ele fez o papel de Johnny Cash e virei a maior fã com a entrevista e claro, deu uma vontade básica de “conserta-lo”. Seria uma deliciosa empreitada. Ou um embate delicioso, para ser mais precisa. Sinopse: Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix) já tentou o suicídio diversas vezes. Ele não se recuperou do fim do noivado há dois anos, devido a uma doença, que ele e sua noiva possuíam, que faria com que seus filhos falecessem antes de completar um ano de vida. Seus pais, Reuben (Moni Moshonov) e Ruth (Isabella Rossellini), vivem preocupados com o filho e tentam fazer com que namore Sandra Cohen (Vinessa Shaw), filha de um casal amigo. Os dois se conhecem em um jantar na casa dos Kraditor, mantendo contato a partir de então. Dias depois Leonard conhece Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow), sua vizinha, que está refugiada no corredor para evitar o mau humor de seu pai. Leonard oferece estadia em sua casa até que ele se acalme e logo demonstra interesse nela. Entretanto Michelle namora um homem casado, que sempre lhe promete que deixará a família mas nunca cumpre, e ainda tem problemas com drogas. Esta situação faz com que Leonard tenha que se decidir entre a paixão
Escrito por Lio às 12h18
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