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MARIA BETÂNIA DO BRASIL

Por várias razões, não irei mais ao cinema para ver documentário sobre a vida de ninguém. O último foi o de Caetano. Mas na TV e no DVD,  eu vejo a vida de qualquer pessoa. Todas as vidas me interessam. Adoro biografias. Na TV,  a vida em questão fica mais íntima, mais próxima.

De modo que, ontem a noite, me preparei para ver Maria Betânia do Brasil no GNT, mais um documentário sobre a vida e a obra de Maria Betânia.

Nos primeiros três minutos achei que não iria gostar. O narrador, também diretor do filme, começa muito tiete e pensei: pronto! Estragou tudo. Porque a tietagem estraga tudo, a pessoa perde o bom senso e o bom gosto. É mais ou menos como a paixão.

É um dos mais lindos documentário/filme  que já vi em toda a minha vida. Conta toda a história de vida de Betânia, toda a sua carreira e faz um retrato do Brasil e da Bahia.Um retrato poético, doce, crítico, deslumbrado, divertido e amoroso do nosso povo e do nosso país.

Aparentemente, não há surpresa em relação a Betânia,é a mesma Betânia de sempre, que conhecemos e amamos. Mas tem várias Betânias:  a menina de Santo Amaro, a atriz que fugia do colégio para ir para  a Escola de Teatro, a Betânia de Carcará, a Betânia que fez um filme com Nara e Chico, a Betânia religiosa, a Betânia caseira, a Betânia Diva, a Betânia mística, a Betânia que cantou jovenzinha com Paulinho da Viola, a Betânia que cantou Bossa Nova, a Betânia que dança samba de roda, a Betânia filha de Dona Canô, irmã de Caetano, a Betânia linda...enfim, várias Betânias, todas ótimas.

O diretor do filme narra tudo e vai costurando o roteiro de uma maneira tão deliciosa, tão simples e tão perfeita. Virei a maior fã dele. Que talento extraordinário para contar em 90 minutos uma história de uma pessoa tão interessante e que já fez tantas coisas! É por isso que cismo mais ainda com esses diretores que fazem filmes com três horas de duração que poderiam ser curta -metragens.

Ele é Hugo Santiago, um argentino radicado na França que começou a carreira na terra natal, em 1969, com o filme Invasión, roteirizado por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares. Em 1974, com a mesma dupla de roteiristas, ele lançou  Les Aultres. No mesmo ano, já na França, ele dirigiu Écoute voir..., estrelado por Catherine Deneuve. Ele mora em Paris, uma cidade que Betânia adora. Um detalhe não mencionado no filme.  Para rodar Maria Bethânia do Brasil, o cineasta retornou à  América do Sul, em uma viagem ao nosso Nordeste, à Bahia, ao Recôncavo baiano, à Santo Amaro. Feito para a TV5 francesa (canal 59 na Net) onde foi ao ar em 2005, foi rodado em 2000/2001. Ele aparece em várias cenas o que dá uma sensação boa, de verdade e sentimento pois ele conhece o Brasil e a música brasileira como poucos.

Um filme emocionante, lindo. Em tempos de Avatar, saber que existe um cineasta que sabe contar uma história de vida com tanta sensibilidade e carinho foi um presente. É uma produção tão simples e cuidadosa e ao mesmo tempo tão sofisticada para falar da gente.  Porque Maria Betânia do Brasil é de todos nós. Somos nós.

OUTROS FILMES SOBRE BETÂNIA
Betânia Bem de Perto (Júlio Bressane e Eduardo Escorel, 1966)
Saravah (Pierre Barouh, 1969)
Maria Betânia - Música é Perfume (Georges Gachot, 2005)
Pedrinha de Aruanda (Andrucha Waddington, 2007).

 



Escrito por Lio às 17h11
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GUIA PARA DIRIGIR EM SALVADOR

Recebido por email. Muito bom.É exatamente assim.

Supostamente escrito por Robson Oliveira (baiano). Que é baiano, não tenho dúvida.


 Vindo à capital da Bahia a passeio e tendo que se adaptar ao jeitinhobaiano de dirigir, não se assuste. Em Salvador você verá atrocidades;você duvidará que o motorista que violentamente insiste em lhe expulsar da pista goza de boa saúde mental; você não entenderá como nós soteropolitanos, famosos no mundo por não se estressarem, nos transformamos em seres raivosos quando estamos ao volante. Não fazemospor maldade, guiamos preocupados apenas com o centro do universo, nós mesmos, os baianos, os piores motoristas do Brasil. As lições vão lhe ajudar no trânsito de Salvador.

1ª Lição: Faixas Inúteis. A pintura de faixas, quando existe, nãoserve para absolutamente nada. Nós não sabemos exatamente para que a via foi dividida em faixas. Passamos de uma faixa para outra, rodamos  sobre as faixas “seguindo os pontinhos” como se não quiséssemos nos perder... e em qualquer curva preferimos a tangente, mesmo que a faixa ao lado esteja ocupada por algum “leso”. Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

2ª Lição: Parar Já. Paramos onde e quando precisamos; às vezes atéligamos o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que voinhazinha desça da casa de mainha ? Se o carro da frente parar, tenha paciência, espere até que ele decida seguir ou, também é
 permitido, buzine alucinadamente para extravasar sua raiva, sabendo que não vai adiantar. Desconte no próximo, pare também onde e quando quiser, aqui pode.

3ª Lição: Setas Invertidas. Não temos idéia do que passava na cabeça de quem colocou aquelas luzinhas amarelas que piscam quando nossos filhos mexem naquela alavanca inútil que fica próxima ao volante. Às vezes acionamos sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se desejamos ir para a esquerda, vamos, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo. Seta é coisa de carioca “isperto”, nós não precisamos de seta para guiar. Nunca sinalize em Salvador, você poderá desviar a atenção do baiano que vai ao seu lado.

4ª Lição: Meter o Terço. Metendo um terço do seu carro na frente do baiano que teria a preferência você automaticamente obriga-o a ceder em seu favor. Meta o terço em qualquer situação: em cruzamentos
perigosos, ao entrar em vias rápidas, quando quiser passar à frente de algum otário, enfim, meter o terço lhe garante vantagem indiscutível (é possível que às vezes ocorra uma pequena batida, coisas da vida, se bater saia do carro e comece a bater papo com o outro baiano).

5ª Lição: Emparelhar. Fique sempre ao lado de algum carro. Se ele acelerar, acelere também. Se reduzir a velocidade, reduza e permaneça “emparelhado”. Emparelhar deixa o baiano seguro. Vá juntinho, melhor seguir acompanhado. Se atrapalhar quem vem atrás não se avexe, quem quiser passar que passe. É isso mesmo, às vezes a oitenta por hora, ou
 vinte, os baianos adoram andar emparelhados... e só Deus sabe o motivo.

 6ª Lição: Dois Dedos. Dois dedos é a distância normalmente mantida por um bom motorista baiano do carro da frente. Colado, bem juntinho. Achamos que assim é possível aproveitar ao máximo o espaço disponível
em nossas ruas. Outra vantagem em manter dois dedos do carro da frente  é mostrar que estamos com pressa, que o carro da frente deve se apressar. Não importa se o motorista da frente não está atrasado como
um bom baiano. O que importa é seguir colado. Não se perca, siga sempre a dois dedos do carro da frente.

7ª Lição: Fila é Para Otário. Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, nós baianos fazemos a fila dupla, tripla, às vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o leso otário que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, meta o terço, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

 8ª Lição: Buzina no Sinal Verde. Nós, baianos, há muitos anos disputamos o campeonato de acionamento de buzina após a abertura do sinal. Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar  violentamente a buzina do seu carro. O recorde é de Toinho, irmão de Dozinha, dois centésimos de segundo após a luz verde. Capriche na buzina, rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

9ª Lição: Lixo no Carro Não. É, é isso mesmo que você forasteiro está pensando. Nos nossos carros baianos não pode ter lixo. Vai tudo pela janela. Latinha de cerveja, fralda suja, palito de picolé, ponta de cigarro, garrafa pet. Somos muito asseados, lixo no carro não. Quem quiser que varra a rua. Acostume-se e, se do carro da frente for jogado algum objeto grande, desvie sem reclamar.

10ª Lição: O Retorno É Aqui. Nas ruas de Salvador é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e, se couber, ótimo. Se não “deu jogo” dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário. Não se assuste se depois da curva der de cara com uma D20 atravessada na pista,
manobrando para retornar a dez metros do retorno correto.

Boa sorte no trânsito de Salvador. Antes que eu esqueça: para dirigir em Salvador você não precisa, necessariamente, olhar para frente. Converse olhando sempre para o carona. Fale ao celular, leia, procure coisas no porta-luvas, enfim, descontraia, crie você mesmo suas regras de trânsito.

 



Escrito por Lio às 11h44
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O PERIGO DO DRAGÃO 1

Um dos meus livros de poesia favoritos.

CASO

Bruna Lombardi

Pode ser um capricho

pode ser uma paixão

pode ser coisa de bicho

pode não

pode ser já por destino

pelos astros, pelos signos

por uma marca, uma estrela

talvez já tivesse escrito

na palma da minha mão

talvez não

talvez até nem fique

nem signifique nada

nem me arranhe o coração

pode ser só uma cisma

pode estar só de passagem

ou não.



Escrito por Lio às 14h13
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NORWEGIAN WOOD

Adorei conhecer Haruki Murakami, escritor japonês que escreveu Norwegian Wood e acabei de ler. Publicado em 1987, o título é o nome de uma música dos Beatles. O livro é lindo e conta a história de um adolescente no Japão dos anos 60, o jovem Turu Watanabe e suas descobertas a respeito da vida, do amor, da morte, do sexo embalados por som de violão e canções dos Beatles, Bill Evans, Miles Davis e outros.

O livro é cheio de referências pop. Gosto demais disso. Adoro a cultura pop. Os anos 60 e 70 foram marcantes, com quebra de tabus e período de grandes transformações no comportamento e ruptura dos padrões antigos para a formação de uma nova ordem que afinal, ruiria nos anos seguintes. Período de músicas inesquecíveis e eternas. O livro também tem referências da literatura e cinema americano e europeu.

É delicado, melancólico, triste, divertido e puro. Os personagens vivem a beira do abismo, confusos, a procura da “normalidade”. Mas a normalidade não existe e a confusão é própria da adolescência.

O livro trata de várias questões como suicídio, sexo e amadurecimento.

Gostei muito.

Trecho:

- O que acontece quando as pessoas abrem o coração? – pergunta Watanabe, ao que Reiko respondeu: - Melhoram.



Escrito por Lio às 17h21
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O NASCIMENTO DO PRAZER

Clarice Lispector

O prazer nascendo dói tanto

no peito que se prefere sentir

a habituada dor ao insólito prazer.

 

A alegria verdadeira não tem explicação possí­vel,

não tem a possibilidade de ser

compreendida - e se parece com

o iní­cio de uma perdição irrecuperável.

 

Esse fundir-se total é insuportavelmente

bom - como se a morte fosse o nosso

bem maior e final, só que não é a morte,

é a vida incomensurável que chega a se

parecer com a grandeza da morte.

 

Deve-se deixar inundar pela alegria

aos poucos - pois é a vida nascendo.

 

E quem não tiver força,

que antes cubra cada nervo

com uma pelí­cula protetora,

com uma pelí­cula de morte para

poder tolerar a vida.

 

Essa pelí­cula pode consistir em

qualquer ato formal protetor,

em qualquer silêncio ou em várias

palavras sem sentido.

 

Pois o prazer não é de se brincar com ele.

 

Ele é nós.



Escrito por Lio às 16h17
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ABRAÇOS PARTIDOS

Mais um sensacional trabalho de Pedro Almodóvar. O filme Abraços Partidos é lindo e emocionante e uma  declaração de paixão e amor ao cinema, a imagem e a musa. Trata-se de um filme dentro do filme e uma história de amor entre uma atriz e o diretor.

Uma declaração de amor a Penélope. Ela está cada vez mais linda e atuando melhor. Mais uma vez como a mulher fatal que enlouquece os homens e deslumbrante como Audrey Hepburn e sua Bonequinha de Luxo numa das várias referências do filme.

O filme dentro do filme cujo título é Garotas e Malas remete aos primeiros Almodóvar, comédias e melodramas de relacionamento  com estética kitsch, e brinca com o fato desses filmes terem se tornado um adjetivo (almodovarianos),  uma “grife Almodóvar”. É como ele dissesse: olha, já passei dessa fase, isso faz parte do passado, já estou fazendo diferente, agora é assim. Agora é Fale com ela, abraços partidos...

Em Abraços Partidos, Almodóvar, um homem fascinado pelo universo feminino, cria, pela primeira vez , um personagem masculino tão fascinante quanto as mulheres dos filmes anteriores.O personagem diretor de cinema/escritor é  um homem nobre, correto, leal, apaixonado.  É um filme masculino. E para entrar na psicologia masculina, esse grande mistério, ele usa a imagem e não a palavra. Nada mais apropriado. Almodóvar é genial!

E, como ele mostra bem no filme, não cabem comparações com seus filmes anteriores. Em Abraços Partidos, ele tem o domínio completo do tempo, para determinar o passado e o presente, não usa nenhum recurso adicional, apenas a narrativa. Como para dizer: o passado passou, julguem esse trabalho NESSE MOMENTO.

O filme é uma obra prima, a construção do filme é realmente genial.  Uma obra de autor. Um filme autoral onde  as referências ao cinema  e a sua vida são usadas a serviço da arte. Mais do que um diretor genial, uma pessoa maravilhosa que com sua generosidade e talento nos oferece o seu melhor olhar, que mesmo quando cego enxerga muito,  sua sutileza e sua delicadeza. Ninguém faz drama como ele. Na medida certa para emocionar sem ser piegas, com a música certa, o cenário certo, atores certos, tudo na medida certa.

Imperdível para quem gosta de cinema, de boas histórias e do ser humano. Como ele próprio disse: "Alguém que não se entende com as pessoas dificilmente pode ser um bom diretor"

Viva Almodóvar!

Sinopse:Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena (Penélope Cruz). Sofrendo aparentemente de perda de memória, abandonou sua posição de cineasta e preservou apenas seu lado de escritor, cujo pseudônimo é Harry Caine. Um dia Diego (Tamar Novas), filho de sua antiga e fiel diretora de produção, sofre um acidente, e Harry vai em seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.



Escrito por Lio às 16h11
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ERVAS DANINHAS

O filme Ervas Daninhas é chato e sem pé nem cabeça. O diretor é um dos mais respeitados do cinema, o francês Alain Resnais com vários filmes legais no currículo e que fez recentemente o interessante Medos públicos em lugares privados .

Segundo os críticos que escreveram sobre o filme, eu sou burra, é lógico. Feito esse esclarecimento, achei o filme chato toda vida. Pensei até que tivesse sido trabalho de algum maconheiro que tinha conseguido um financiamento. Mas o diretor tem 87 anos e só por isso está perdoado. Se alguém me der dinheiro depois dos 70, também farei um filme bem nada a ver. Aliás, acho que a melhor idade para fazer maluquices é na velhice. O filme é inspirado na filosofia de Tim Maia: tudo é tudo e nada é nada. 

É meio de terror por causa do cabelo da personagem feminina. Um ano de cabelo ruim todos os dias. Atriz corajosa. Pintado de vermelho e todo desfiado para cima, para os lados e para trás. Medonho. Pelo cartaz do filme percebe-se que há uma analogia entre a erva daninha e o cabelo porém, nada no próprio filme nem na história nem em lugar nenhum justifica o cabelo da maluca.

Embora o filme seja uma história de amor (!?) a trilha sonora é de filme de suspense, o que não deu nem para tirar uns cochilos e justo quando fomos logo depois do almoço de domingo ou seja, depois de ter tomado vinho. Sacanagem.

Portanto, Monsieur Resnais, por favor, da próxima vez que fizer um filme chato desses,  coloque uma trilha sonora legal que dê,pelo menos, para cochilar. Ah! E um cabelo normal também seria legal.

De maneira que, para ter alguma simpatia pelo filme é preciso ERUDIÇÃO. Conhecer de antemão todas as referências e sutilezas do roteiro, o porque de tudo, do cenário, dos atores, do diretor, da história ... enfim... tudo muito chato. Daquele tipo que pega mal dizer que é chato. Mas é.

Como sempre, na sessão comentários pós filme, demos muita risada. Ele ficou ótimo, engraçado e tudo.  Inês disse: que bom que já vimos, não corremos o risco de ver novamente.

UFA!

Sinopse: Marguerite Muir (Sabine Azéma) é uma dentista solteira, que tem sua bolsa roubada ao sair de uma loja. Sem que ela perceba, sua carteira é largada no chão do estacionamento. Quem a encontra é Georges Palet (André Dussollier), casado e pai de dois filhos. Curioso, ele vasculha a carteira e nela encontra uma foto de Marguerite, que resolve guardar consigo.



Escrito por Lio às 22h49
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AS GAROTAS DO TEMPO

    

Por coincidência, os dois últimos filmes que vi são franceses, as histórias giram em torno de um caso entre homens bem sucedidos de meia idade e mulheres jovens, lindas, louras e que trabalham na TV como as garotas do tempo, aquele quadro do jornal que trata da meteorologia. Começo a desconfiar de que a garota do tempo é um fetiche francês.

Histórias similares para filmes diferentes. A Garota de Mônaco é uma história de um homem que se encanta pela garota do tempo. Fica embasbacado e é muito divertido as cenas em que ele está na frente dela, todas as decisões e certezas caem por terra e ele fica de quatro, fascinado com a beleza, a desinibição e a liberdade da garota. Na tentativa de fazer parte do mundo dela, ele, um advogado famoso vive situações hilárias e vexatórias.

E tem o personagem enigmático do segurança que tenta protegê-lo contra a garota de Mônaco sem sucesso.

O final é muito interessante e inusitado. Gostei do filme e mais ainda do final.

Discordo da sinopse. Aliás, quem escreve essas sinopses assistem ao filme? A garota é ambiciosa mas, não quer destruí-lo. Ela quer se dá bem usando seus atributos físicos.

Sinopse: Bertrand (Fabrice Luchini) é um famoso advogado que chega a Mônaco na companhia de seu guarda-costas Christophe (Roschdy Zem) para defender um criminoso. Lá, no entanto, ele conhece Audrey (Louise Bourgoin), uma sexy garota do tempo de uma emissora de TV. Fascinado pela beleza da moça e cada vez mais seduzido por ela, Bertrand prefere não ouvir os conselhos de Christophe e não se dá conta de que Audrey não passa de uma jovem ambiciosa que tenta quer destruí-lo.

Em A Garota dividida em dois, novamente um homem mais velho tem um caso com uma garota do tempo. Nesse caso, ela se apaixona por ele e ele é casado e um canalha. Mas, a favor dele, em nenhum momento ele esconde que é canalha. Ela é uma personagem bobinha e romântica e ele, além de canalha é um cínico convicto.

Novamente a sinopse está errada e o título não tem nada a ver com a história. Em nenhum momento, ela está dividida entre dois amores.

Ele não disputa o amor dela com o outro personagem masculino. Esse personagem é uma bobagem. Um menino mimado e riquinho totalmente lunático e desequilibrado sem nenhum atrativo –nem a beleza do ator ajuda - com roupas inacreditáveis. E pior: uma interpretação bizarra do personagem para o ator esquecer para sempre que fez esse filme um dia na vida.

É um filme ótimo mas com furos no roteiro e atuações desiguais dos atores que incomodam um pouco.

Sinopse: Gabrielle Aurore Deneige (Ludivine Sagnier) tem 25 anos e vive em Lyon com sua mãe Marie (Marie Bunel), que a criou sozinha, cercada por muitos livros. Inteligente e charmosa, Gabrielle trabalha no canal de televisão a cabo local. Um dia ela conhece o grande escritor Charles Saint-Denis (François Berléand), durante o evento de promoção do novo livro dele. Homem bem-apessoado e reconhecido, ele não encontra dificuldades em seduzir a jovem, apesar de ser casado e de ser trinta anos mais velho. Aos poucos, no entanto, percebe que se apaixonou profundamente e que terá que disputar seu amor com Paul (Benoît Magimel), um jovem milionário e desequilibrado.



Escrito por Lio às 21h52
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CARLINHOS BROWN

 

Carlinhos Brown é simplesmente genial.  Eu AMO!! Arrasou na Praia do Forte com um show que teve de tudo. Até jazz.

Biografia

Fonte Wikipédia

Seu nome artístico consta ser uma homenagem a James Brown e H. Rap Brown, lideres da música negra da década de 70, ídolos do funk e da soul music. Foi iniciado na música através de Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô. Seus primeiros instrumentos, que marcariam toda sua carreira e estilo musical, foram os de percussão, com aprendizado e desenvolvimento das células rítmicas provenientes dos terreiros de candomblé.

Em 1979, tocou na banda de rock Mar Revolto, em sua primeira gravação profissional. Carlinhos tornou-se um dos instrumentistas mais requisitados da Bahia no início da década de 80. Em 1984 tocou na banda Acordes Verdes, de Luiz Caldas. Foi um dos criadores do samba-reggae e, em 1985, fez parte da banda de Caetano Veloso no disco Estrangeiro. Nesta participação, sua composição "Meia Lua Inteira" fez muito sucesso o Brasil e no exterior. Ainda em em 1985, o próprio Luiz Caldas gravou “Visão de Cíclope”, primeira composição de Carlinhos Brown e um dos sucessos mais tocados nas estações de rádio de Salvador.

Em seguida surgiram “Remexer”, “O Côco” e “É Difícil”, composições suas interpretadas por outros artistas, que lhe renderam o troféu Caymmi, um dos mais importantes da música baiana. Participou também de tournês mundiais com João Gilberto, Djavan e João Bosco.

Na década de 90 projetou-se nacional e internacionalmente como líder do grupo Timbalada. Este grupo reuniu mais de 100 percussionistas e cantores, chamados de "timbaleiros", a maioria jovens pobres do bairro do Candeal, onde nasceu o compositor. Atualmente não toca mais regularmente com esta banda, mas Brown continua a ser o mentor e produtor do grupo, em todos os 14 álbuns que a banda lançou até hoje. Em 1993 o álbum homônimo na banda foi indicado pela Revista Billboard como "o melhor CD produzido na América Latina".

Após o sucesso da Timbalada começou sua carreira solo oficial em 1996, com o lançamento do disco "Alfagamabetizado". Recentemente o álbum entrou para a lista do livro "1001 discos para ouvir antes de morrer", que reúne opiniões de 90 críticos reconhecidos internacionalmente.

Neste álbum já ocorreram participações de músicos renomados como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Marisa Monte. Com esta cantora e compositora carioca e com Arnaldo Antunes lançou em 2002 o projeto Tribalistas. O trabalho coletivo lançou CD e DVD que arrebatou prêmios e alcançou a marca de mais de 1 milhão de discos vendidos.

Desde o lançamento de seu primeiro CD solo, Brown contabiliza cinco trabalhos, sendo o mais recente lançado em 2007. Intitulado “A Gente Ainda Não Sonhou”, o disco é totalmente produzido e quase todo tocado por Brown. Atualmente, o músico se divide entre a carreira internacional que tem uma base sólida principalmente na Europa, seus projetos sociais no bairro do Candeal Pequeno, em Salvador, além dos projetos culturais, shows, produção de discos e trilhas para espetáculos de dança, filmes, dentre outras produções.

Recentemente lançou o single Earth Mother Water, um apelo pela preservação do planeta, que responde aos mal-tratos com mudanças climáticas. O videoclipe da música foi dirigido por Gualter Pupo e Valter Kubrusly e faz parte de manifestações contra o consumo irresponsável.

Já em 1985, Carlinhos Brown havia alcançado a marca de 26 músicas de sua autoria tocando simultaneamente nas rádios de Salvador. Essa performance previa a consagração como compositor que veio em 2008, quando Carlinhos Brown foi considerado, pelo ranking do ECAD, o segundo maior arrecadador de direitos autorais em shows do país, atrás apenas de Chico Buarque.

Extremamente ligado à cultura afro-brasileira e ao carnaval da Bahia, ém dos grandes fornecedores de matéria-prima para os intérpretes dos trios elétricos. Diversas músicas suas foram campeãs do carnaval de Salvador, com destaque para “Dandalunda”, com interpretação de Margareth Menezes, “Rapunzel”, gravada por Daniela Mercury e "Cadê Dalila", interpretada por Ivete Sangalo.

Mas a obra de Brown encantou diversos outros artistas da Música Popular Brasileira, que registraram em seus álbuns canções compostas pelo baiano. Dentre eles, estão alguns nomes da mais fina flor da MPB. Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Marisa Monte, Nando Reis, Cássia Eller, Herbert Vianna e mesmo a banda de heavy metal Sepultura são alguns dos que contam com composições de Brown em seus trabalhos.

Carlinhos Brown foi responsável pela criação de váriso grupos musicais além da Timbalada. Por exemplo: “Vai Quem Vem”, que participou do CD “Brasileiro”, de Sergio Mendes; a Bolacha Maria, grupo percussivo formado apenas por mulheres; Lactomia, que reunia crianças carentes do Candeal que produziam seus próprios instrumentos com material reciclado; além da Timbalada e, mais recentemente, o Hip Hop Roots que, orientados por Brown, reinventam a forma de tocar o surdo, e o Candombless, grupo que reúne altas patentes do candomblé e músicos populares, misturando os sons dos terreiros com as músicas popular e eletrônica.

Além dos grupos musicais, Brown também é responsável pela criação de outros projetos e empreendimentos na área cultural. Dentre eles, destaca-se o Museu du Ritmo. Em 2007, Brown arrendou o casarão do antigo Mercado do Ouro, no bairro do Comércio, em Salvador, com o objetivo de transformá-lo em um centro cultural e um museu de artes. Hoje, o local abriga grandes eventos e já possui um acervo com importantes obras, inclusive telas do próprio Brown. O projeto do Museu du Ritmo pretende transformá-lo numdo centro de cultura que deve incluir também uma escola de inclusão digital que beneficiará as comunidades circunvizinhas. Além de tudo isso, a partir de 2009, o Museu vai abrigar o primeiro centro de música negra do mundo, em parceria com o Governo do Estado da Bahia e a empresa francesa Mondomix, como parte das comemorações pelo ano da França no Brasil.

Um dos eventos que acontece no Museu du Ritmo é o Sarau du Brown. Desde 2006, durante o verão de Salvador, Brown reúne diversas formas de arte como música, poesia, teatro, artes plásticas, além de um desfile de moda, tudo acontecendo no mesmo local, trazendo, assim, um novo conceito para os ensaios de verão, tradicionais na capital baiana. As noites do Sarau são encerradas sempre com um show de Brown e convidados especiais. Em 2007, passaram pelo palco do Sarau artistas como Caetano Veloso, Cláudia Leitte, Larissa Luz, Margareth Menezes, o angolano Dog Murras, além da única apresentação pública dos Tribalistas, com as presenças de Arnaldo Antunes e Marisa Monte.

Carlinhos Brown teve uma infância pobre em recursos financeiros, no bairro do Candeal Pequeno, em Salvador. Mas a música sempre o aproximou das questões sociais. O músico criou vários projetos, programas e grupos musicais que modificam a vida de crianças e jovens carentes de Salvador. Através das mãos de Brown, já foram formados mais de 5.000 percussionistas que hoje se destacam tocando pelo Brasil e pelo mundo. Alguns em carreira solo, outros acompanhando grandes nomes da música mundial, como o grupo americano Stomp.

No Candeal, Carlinhos implementou o projeto “Tá Rebocado”, de urbanização e saneamento do bairro, que recebeu, em 2002, o Certificado de Melhores Práticas do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat. Em 1994, foi fundada, por Carlinhos Brown, a Associação Pracatum Ação Social. O lugar é um centro de referência em cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem, idiomas e oficinas de capoeira, dança e de temáticas ligadas à cultura afro-brasileira, além de uma escola infantil. Os projetos são parceiros de instituições importantes mundialmente, como os Ministérios da Educação e do Trabalho e a UNESCO.



Escrito por Lio às 13h54
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FESTIVAL DE JAZZ NA PRAIA DO FORTE

 A Praia do Forte é uma das praias e um dos lugares mais lindos, charmosos e descolados do Brasil e no último fim de semana sediou pela terceira vez o Phoenix Jazz Festival, evento de música internacional gratuito com  músicos baianos e internacionais.  Foi maravilhoso, o vilarejo estava cheio de gente bonita e interessante, lotada por conta do feriadão de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da Bahia - 8 de dezembro - e os shows foram maravilhosos com destaque para o show de Armandinho e Carlinhos Brown. Infelizmente, não vi Stanley Jordan no domingo mas já soube que foi espetacular.

Show de Armandinho

Armadinho é um dos maiores guitarristas do mundo ao lado de Eric Claypton, Stevie Ray Vaughan, e Stanley Jordan, com quem tocou no domingo. Mas é brasileiro e baiano. Se fosse americano ou inglês,  estaria milionário e reconhecido internacionalmente. Tem uma legião de fãs e adoradores nos quais me incluo. O show foi maravilhoso e a pedidos ele tocou O boleto de Ravel no final.  Momento mágico.



Escrito por Lio às 13h01
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ANTES DE NASCER O MUNDO

O mais novo romance do maravilhoso Mia Couto é como sempre, simples, poético, singelo, denso, profundo e espetacular. Mia Couto é poesia pura em forma de prosa. A leitura é suave, desliza na alma e faz bem apesar de falar sobre os efeitos da guerra, da colonização, da pobreza, da ignorância, da morte, etc

Adoro Mia Couto. Adoro todos os livros dele mas a cada livro ele se supera. Esse é ainda melhor do que o anterior que li, Um Rio chamado tempo, uma casa chamada terra. Como sempre, ele inventa os nomes dos personagens que não são apenas nomes mas sim parte da história e que tem um significado especial.

De modo irônico, bem humorado e sempre poético, ele faz uma crítica contundente e firme da medieval violência contra a mulher e uma crítica a globalização num país sem infra estrutura como Moçambique e ainda denuncia situações da política e governos com os quais, nós brasileiros, nos identificamos.

É impressionante como ele transita entre o passado e o presente com as palavras certas e precisas para descrever as feridas ainda abertas deixadas pelo período colonial e a guerra e os inúmeros problemas sociais em Moçambique.

E ainda tem o amor e a sensualidade do amor e um romantismo feminino do tipo que eu pessoalmente não gosto mas que na literatura de Mia Couto me faz renovar a fé no encontro, na possibilidade, no ser humano e no amor entre homem e mulher.

Sou fã dos autores africanos e muito fã de Mia Couto. Ele me leva não apenas para a África mas também para uma viagem surpreendente e maravilhosa através de boas histórias, boas pessoas, POESIA E ESPERANÇA.

Trechos

“Mais um passo atrás e Ntunzi se desamparou num abismo e ainda hoje ele está tombando, tombando, tombando. Para meu irmão o ensinamento era claro. A cegueira é o destino de quem se deixa tomar de assalto pela paixão: deixamos de ver quem amamos. Em vez disso, o apaixonado fita o abismo de si mesmo.

-Mulheres são como ilhas: sempre longe mas ofuscando todo o mar ao redor”

“Neste mundo existem os vivos e os mortos. E existimos nós, os que não temos viagem.”



Escrito por Lio às 12h25
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A ONDA

O filme A Onda é baseado em uma experiência real. Uma experiência pedagógica feita por um professor nos Estados Unidos em 1967, em Palo Alto, Califórnia. A experiência virou livro. Vários diretores americanos quiseram levar a história para a tela mas, ele só concordou que a história fosse contada por um diretor alemão e que fosse ambientada na Alemanha atual. Uma curiosidade: hoje, ele ensina poesia.

Feito originalmente para a televisão, o filme é imperdível sob todos os aspectos. É bem feito, bem dirigido, com atores jovens e talentosos, com uma trilha sonora poderosa com o melhor do punk rock com EmptyTrash, JanPlewka, TheSubways, Johnossi, Kilians e o clássico “Rock 'n' Roll High School” escrita pelos Ramones e interpretada por EL*KE. E o mais importante: trata-se de um tema que interessa a toda a humanidade.

O professor de história Burt Ross explica aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930 e a ascensão do nazismo. Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula o ambiente ideal para o nsacimento de um regime totalitário. Com a sala toda engajada no projeto, os alunos criam um uniforme, um slogan, um símbolo, etc e aí começa a loucura...

O professor Ross se declara o líder do movimento da”onda” exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a conviver com ameaças e exclusão do grupo. A escola inteira é envolvida no fanatismo d’A onda até que uma aluna mais consciente alerta ao professor ter perdido o controle da experiência que exprapola o ambiente escolar e dita as normas de comportamente de um grupo em detrimento dos demais.

O desfecho do filme, mais trágico do que aconteceu na realidade faz o professor desmascarar a ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda e denuncia aos estudantes o desaparecimento da crítica diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa.

O mais impressionante no filme A Onda é a sua atualidade. Continua sendo atual o discurso do professor Ross, proferido no final de “A onda”:

“Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram. Ele está aqui mesmo em todos nós. Vocês perguntam: como que o povo alemão pôde ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso. Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos. Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”.

Sinopse: Um professor do ensino secundário encarrega os seus alunos de levarem a cabo uma experiência fora do comum, sobre como é viver num regime ditatorial. A experiência começa a atingir proporções inesperadas quando é formada uma unidade social com vida própria.



Escrito por Lio às 21h42
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SYLVIA PATRICIA E FERNANDO MARINHO

Show maravilhoso dos meus amigos  Sylvia Patrícia e Fernando Marinho ontem na Sala do Coro e o lindo DVD é uma opção ótima para presente de Natal. Por falar nisso, tenho a impressão de que novembro já era. Nem bem começou e todo mundo só fala nas festas de Natal, onde vai ser o reveillon, as férias e os prédios de Salvador já estão com a decoração natalina, inclusive o meu. Antes eu implicava com a alta ansiedade mas agora estou achando ótimo e já estou no clima, escolhendo a agenda 2010 e fazendo lista de presente. É que o tempo realmente está acelerado. Como diz minha amiga Mara na quarta feira de cinzas: "daqui a pouco é carnaval..."

SYLVIA PATRÍCIA E FERNANDO MARINHO LANÇAM O DVD
“SESSÃO EXTRA” COM SHOW GRATUITO NA SALA DO CORO

A cantora e compositora Sylvia Patrícia e o ator e músico Fernando Marinho voltam a dividir o mesmo palco no show de lançamento do DVD “Sessão Extra”, com apresentação única na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, segunda-feira, dia 9 de novembro, às 20 horas, com entrada franca (os ingressos serão retirados na bilheteria até a lotação da plateia). O espetáculo tem formato acústico e foi estruturado com arranjos especiais para voz, violão, acordeon e elementos percussivos. No repertório, os dois artistas baianos reuniram canções (algumas como link) que têm significados emocionais, de lugar e de época, para cada um deles, incluindo tango, baião, bolero, standards nacionais e internacionais, como “Piano in the dark” e “Fumando espero”, clássico da cantora espanhola Sarita Montiel; releituras da MPB, com músicas de Tom Jobim, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, e composições autorais, incluindo sucessos da cantora, como “Namoradeira” e “Marca de amor não sai.” Os exemplares do DVD - que terão distribuição nacional pela Tratore – estarão disponíveis para o público que comparecer ao show, com preço especial.

Noite de comemoração - O show “Sessão Extra” foi selecionado pelo Projeto Circuladô Cultural da Fundação Cultural do Estado, e teve duas temporadas de sucesso de público e crítica, nos anos de 2003 e 2004. Na estreia, no Teatro Gregório de Mattos, foi gravado o DVD do espetáculo, que agora será lançado, com esta nova e única apresentação de Sylvia Patrícia e Fernando Marinho, juntos no mesmo projeto. O show é um encontro inusitado entre os dois artistas. “Na verdade, será uma noite de comemoração, por termos conseguido fazer um registro raro, um encontro difícil de acontecer porque desenvolvemos carreiras distintas e muito corridas”, diz Sylvia. “E o mais curioso”, completa Fernando, “este é o primeiro DVD, tanto de Sylvia quanto meu”. Marinho garante o tom descontraído de “Sessão Extra” com insights bem-humorados e divertidos.

SYLVIA PATRICIA - Instrumentista, cantora e compositora muito conhecida do público, e não só baiano, pois esteve nas paradas de sucesso de todo o país por muitas vezes, com canções como “Mil Pedaços e Crac!”, “Marca de Amor não Sai”, “Cantar” (em dueto com Caetano Veloso) “Namoradeira”. “Não Quero Saber Seu Nome”, de 2006, tocou em rede nacional na Nova Brasil FM. “Tente Viver Sem Mim”, seu 3º CD, foi lançado também no Japão, e teve a música “Outro inverno” incluída em três coletâneas internacionais de MPB : na Inglaterra ( CDs Brazil - the Essential Álbum e Bossa Nova Nights ambos da Gravadora Union Square – selo Manteca Records, e na Itália CD “Outro Brazil” da gravadora Halidon-SRL. Recentemente voltou às paradas com “Amor é..”, música do seu 5º disco, “No Rádio da Minha Cabeça”, lançado em 2006. Com um trabalho já consagrado na linha MPB pop, Sylvia conta com um público cativo e assíduo nas suas apresentações. Encontra-se atualmente em processo final de produção de seu sexto álbum, “Andante”, com lançamento previsto para logo depois do Carnaval, prometendo novas surpresas.

FERNANDO MARINHO - Ator, diretor de teatro, pianista e arranjador tem, ultimamente, seu trabalho mais voltado às artes cênicas, participando de diversas montagens e direção na Bahia. Conhecido em todo o país como ator pelo sucesso da comédia “A Bofetada”, da Cia Bahiana de Patifaria, que ficou em cartaz por mais de dez anos, e também com a peça “As Noviças Rebeldes”, dirigida por Wolf Maia, com a qual percorreu várias capitais brasileiras, vem retomando cada vez mais seu desempenho como pianista, inclusive porque já realizou projetos consagrados como instrumentista, a exemplo de “Nove e Meia Semanas de Piano” e “Pianoforte”, além da participação em CDs e shows de diversos artistas baianos, sendo hoje ainda, juntamente com o maestro Zeca Freittas, curador do importantíssimo Festival de Música Instrumental da Bahia.

Fonte: Site do Teatro Castro Alves



Escrito por Lio às 12h55
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NACHO FIGUERAS

   

Para compensar o M.L. (momento lésbico) abaixo, nada melhor do que Nacho Figueras, jogador de pólo da Argentina, garoto propaganda do perfume Pólo de Ralph Lauren que está conquistando a América. Apareceu no programa da Oprah, ofuscando tudo e todos, e até, no primeiro episódio da terceira temporada de Gossip Girl, seriado ótimo. Segundo os sites especializados, vai participar da trama como ele mesmo e vai ter um caso com Serena (Blake Lively). Sortuda.

É considerado o segundo homem mais bonito do mundo, ficando atrás do ator Robert Pattison, da saga adolescente Crepúsculo que, vamos combinar, não conta.



Escrito por Lio às 16h12
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DITA VON TEESE

A stripper mais famosa do mundo, Dita Von Teese, fez uma apresentação em São Paulo essa semana, numa boate, com o seu show dentro de uma taça de Martini gigante. Gostaria de ter visto. Ela é linda e classuda. E esquisita: foi casada com ninguém menos do que Marilyn Mason (!!),  roqueiro que pinta as unhas (de preto!), usa batom e salto alto. Pode ter sido puro marketing.Que ela é uma das mulheres mais lindas do mundo, não há dúvida.



Escrito por Lio às 15h56
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